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terça-feira, 23 de junho de 2009

Deixa-me entrar...

Gosto de histórias de vampiros, de relações magnéticas, de forças destruidoras, e de impossíveis. Fiquei curiosa por saber que tudo o que estava em jogo neste filme com vampiros, era uma história de adolescentes.
Depois do intemporal, memorável e irresistível Gary Oldman (Drácula de Braam Stoker), Tom Cruise e Brad Pitt a derem caras de revista aos senhores das trevas, e Crepúsculo que levou os vampiros até à geração MTV, agora dois miúdos tentam a sorte.
Qualquer dias destes, apanho um clássico do genéro no canal Panda.

“Deixa-me Entrar” é um exercicio formal de contenção.
Os brancos do longo inverno nos arredores de Estocolmo invadem a paisagem, e o vermelho do sangue apenas pontua o que já sabemos que é prática vampiresca. A violência serve apenas de tensão, e não de explosão dramáctica.
Dois miúdos entregues a si próprios, inadaptados, revoltados com o mundo que os rodeia, movidos pelas necessidades, embalados pelas dores do crescimento.
Podia não ser uma história de vampiros, podia ser apenas uma história de dois miúdos que querem estar juntos e precisam um do outro.

A frase suspensa desde o inicio “Deixa-me entrar”...no teu mundo, nas tuas necessidades, nas brincadeiras, nos momentos, nas memórias.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Noite perfeita

Ao longo de muitas edições anteriores, alimentei a raiva e a profunda diferença de opinião com mais de 5 mil membros que votam para os prémios da academia.
Mas este ano, também eu entrei na febre da pergunta "Quem quer ser Bilionário?".
Danny Boyle já provou que sabe filmar, e até mesmo que tem boas ideias para gerir em filme, desta vez, mostrou também que não está interessado apenas no lado 'underground' das aventuras junkie de trainspotting, mas que também sabe construir finais felizes e deixar o cinismo para mais tarde.

Mostrou a Hollywood o caminho do futuro - Bollywood.

A India agradeceu com criticas ao filme, mas ainda vai apanhar este comboio de publicidade e perceber que tem tudo a ganhar com o triunfo em terras americanas.


Kate Winslet não tem em O Leitor o melhor papel do ano (depois de Revolutionay Road, seria dificil), mas tem que chegue para levar a estatueta para casa, na Inglaterra.
Penelope Cruz chegou ao oscar de actriz secundária com Woody Allen mas agradeceu a Almodovar, porque também ele gosta de escrever bons papeis para mulheres. E falou em castelhano, na noite mais longa de prémios americanos.
Sean Penn foi um justo vencedor (apesar de torcer desde os 15 anos por Mickey Rourke, mas ainda não vi The Wrestler), e foi o melhor interlocutor possível da mensagem em defesa do casamento gay, recentemente recusado nos Estados Unidos. Maravilhoso, ver um homem completamente hetero assumir o discurso da vergonha dos que não conseguem perceber o quanto tudo está atrasado para permitir que cada um seja, ou esteja como quiser.
Heath Ledger merecia um oscar, mesmo que estivesse vivo e aos pulos.
O Batman ganhou com ele, os vilões no cinema de entretenimento também.
A família recebeu o prémio, com emoção mas sem necessidade de comover o planeta, ainda bem.
O melhor de tudo, numa noite que pela primeira vez passou a correr, sem grande brilho e tecnologia, foi mesmo Hugh Jackman. Não sei se é o mais sexy do mundo, mas é um homem para todo o serviço, a lembrar tempos de ouro de Hollywood. Foi a medida certa, sem tentar a todo custo sacar a piada, mas simplesmente a receber uma festa que é feita por muitos.
E sim, é super sexy!!!
Para o ano há mais.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CINEMAX


Passem por lá, participem, digam de vossa justiça.
Bons filmes
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/cinemax/index.php